Helena Blavatsky foi uma escritora russa dotada de paranormalidade, ou seja, possuía dons psíquicos incomuns. Sua vida foi marcada por viagens em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Entrou em contato com vários mestres de sabedoria, ou mahatmas — como são chamados na Índia os grandes mestres — e recebeu deles um treinamento especial para desenvolver seus poderes paranormais, para que pudesse mais tarde transferir o conhecimento adquirido para o mundo ocidental.
A Voz do Silêncio foi traduzido em 1916 por Fernando Pessoa.
Trechos que guardo para reflexão:
“Antes que a alma possa ver, deve ser conseguida a harmonia interior, e os olhos da carne tornados cegos de toda ilusão”.
“Antes que a alma possa ouvir, a imagem (o homem) tem de se tornar surda aos rugidos como aos segredos, aos gritos dos elefantes em fúria, como ao sussurro prateado do pirilampo de ouro”
“Antes que a alma possa compreender e recordar ela deve primeiro unir-se ao Falador Silencioso, como a forma que é dada ao barro se uniu primeiro ao espírito do escultor.”
” Os Sábios não demoram na região do prazer dos sentidos”
“Os sábios não dão ouvidos às vozes musicais da ilusão”
“Luta com os seus pensamentos desonestos antes que eles te dominem. Trata-os como eles te querem tratar, por que se os poupas, criarão raízes e crescerão, e repara, esses pensamentos dominar-te-ão até que te matem. Acautela-te, discípulo, não deixes aproximar-se mesmo a sua sombra . Porque ela crescerá, aumentará em tamanho e poder, e então essa coisa escura observará o teu ser antes que te apercebas da presença do monstro hediondo e negro”.
“A pessoa da matéria e a pessoa do espírito nunca se podem encontrar. Uma delas tem de desaparecer; Não há lugar para ambas”